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sobre Santos Dumont, Irmãos Wright e sobre o Avião de Papel
SANTOS
DUMONT:
Alberto Santos Dumont (Palmira, 20 de julho de 1873 — Guarujá, 23 de julho de 1932) foi um aeronauta, esportista e inventor brasileiro.
Santos Dumont projetou, construiu e voou os primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina. Esse mérito lhe é garantido internacionalmente pela conquista do Prêmio Deutsch em 1901, quando em um voo contornou a Torre Eiffel com o seu dirigível Nº 6, transformando-se em uma das pessoas mais famosas do mundo durante o século XX. Com a vitória no Prêmio Deutsch, ele também foi, portanto, o primeiro a cumprir um circuito pré-estabelecido sob testemunho oficial de especialistas, jornalistas e populares.
Apesar de os brasileiros considerarem Santos Dumont como o responsável pelo primeiro voo num avião, na maior parte do mundo o crédito à invenção do avião é dado aos irmãos Wright. A FAI, no entanto, considera que foram os irmãos Wright os primeiros a realizar um voo controlado, motorizado, num aparelho mais pesado do que o ar , por uma decolagem e subsequente voo ocorridos em 17 de dezembro de 1903 no Flyer, Alberto Santos Dumont foi o sexto filho de Henrique Dumont, engenheiro formado pela Escola Central de Artes e Manufaturas de Paris, e Francisca de Paula Santos. O casal teve ao todo oito descendentes, três homens e cinco mulheres: Henrique dos Santos Dumont, Maria Rosalina Dumont Vilares, Virgínia Dumont Vilares, Luís dos Santos Dumont, Gabriela, Alberto Santos Dumont, Sofia e Francisca. Em 1879 os Dumont venderam a Fazenda do Casal e se estabelecerem no Sítio do Cascavel, em Ribeirão Preto, onde compraram a Fazenda Arindeúva, de José Bento Junqueira, de mil e duzentos alqueires. A propriedade, que logo ganhou o nome de Fazenda Dumont, em poucos anos se transformaria no maior estabelecimento agrícola do Brasil. Com apenas sete anos Santos Dumont já guiava os locomóveis da fazenda, e aos doze se divertia como maquinista das locomotivas, capazes de fatigar um homem com o triplo da sua idade; mas a velocidade realizável em terra não lhe bastava.
Ao ler as obras do escritor francês Júlio Verne, nasceu em Santos Dumont o desejo de conquistar o ar. Os submarinos, os balões, os transatlânticos e todos os outros meios de transporte que o fértil romancista previu com tanta felicidade exerceram uma profunda impressão na mente do rapaz. Ele desenhou uma serie de baloes que ficaram conhecidos com N-1,N-2, N-3, N-4, Fatum, N-5, N-6.
Em 25 de julho de 1909, Louis Blériot atravessou o Canal da Mancha, tornando-se um herói na França. Guilherme II, Imperador da Alemanha, disse então uma frase que apareceu estampada em vários jornais: "A Inglaterra não é mais uma ilha." Santos Dumont, em carta, parabenizou Blériot, seu amigo, com as seguintes palavras: "Esta transformação da geografia é uma vitória da navegação aérea sobre a navegação marítima. Um dia, talvez, graças a você, o avião atravessará o Atlântico" (o primeiro aviador das Américas a cruzar o Oceano Atlântico sem auxílio de navios de apoio e sem fazer escalas foi o brasileiro João Ribeiro de Barros em 1927). Blériot, então, respondeu: "Eu não fiz mais do que segui-lo e imitá-lo. Seu nome para os aviadores é uma bandeira. Você é o nosso líder."
Santos-Dumont começou a sofrer de esclerose múltipla. Envelheceu na aparência e sentiu-se cansado demais para continuar competindo com novos inventores nas diversas provas. Encerrou as atividades de sua oficina em 1910 e retirou-se do convívio social.
Em reconhecimento às suas conquistas, o Aeroclube da França o homenageou com a construção de dois monumentos: o primeiro, em 1910, erguido no campo de Bagatelle, onde realizara o voo com o Oiseau de Proie, e o segundo, em 1913, em Saint-Cloud, em comemoração do voo do dirigível Nº 6, ocorrido em 1901. Por ocasião da inauguração do monumento de Saint-Cloud - uma bela e imponente estátua de Ícaro - um de seus amigos de longa data, o desenhista Georges Goursat (vulgo “Sem”), escreveu para a revista L’Illustration .
Em agosto de 1914, a França foi invadida pelas
tropas do Império Alemão. Era o início da Primeira Guerra Mundial. Aeroplanos começaram a ser
usados na guerra, primeiro para observação de tropas inimigas e, depois, em
combates aéreos. Os combates aéreos ficavam mais violentos, com o uso de metralhadoras e disparo de bombas. Santos Dumont
viu, de uma hora para a outra, seu sonho se transformar em pesadelo.36 Daí começava a
guerra de nervos de Dumont. Santos Dumont agora se dedicava ao estudo da astronomia, residindo em Trouville, perto do mar.
Para isso usava diversos aparelhos de observação, que os vizinhos julgaram ser
aparelhos de espionagem, para colaborar com os alemães. Foi preso sob essa
acusação. Após o incidente ser esclarecido, o governo francês pediu desculpas
formalmente. Em 1915, sua saúde piorava
e decidiu retornar ao Brasil. No mesmo ano,
participou do 11º Congresso Científico Pan-Americano nos Estados
Unidos, tratando do tema da utilização do avião como
forma de facilitar o relacionamento entre os países da América. No entanto, mesmo
nas Américas o avião era utilizado para fins militares: nos Estados Unidos eram
produzidos 16 aviões militares por dia.Chalé "A Encantada", onde Santos Dumont morou, em Petrópolis, Rio de
Janeiro.Já com a depressão que ia
acompanhá-lo nos seus últimos dias, encontrou refúgio em Petrópolis, onde projetou e
construiu seu chalé "A Encantada": uma casa
com diversas criações próprias, como uma mesa de refeições de grande altura, um
chuveiro de água quente e uma escada diferente, onde só se pode pisar primeiro
com o pé direito. A casa atualmente funciona como um museu. Permaneceu lá até
1922, quando visitou a
França chamado por amigos. Não estabeleceu mais um local fixo. Permanecia algum
tempo em Paris, São
Paulo, Rio de Janeiro, Petrópolis e na
Fazenda
Cabangu, em sua cidade natal.
Em 1931, esteve internado em casas de saúde em Biarritz, e em Ortez no sul da França. Antônio Prado Júnior, ex-prefeito do Rio de Janeiro (então capital do Brasil), havia sido exilado pela revolução de 1930 e fora para a França. Encontrou Santos Dumont em delicado estado de saúde, o que o levou a entrar em contato com sua família e a pedir ao seu sobrinho Jorge Dumont Vilares que o fosse buscar a França. De volta ao Brasil, passam por Araxá, em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e finalmente instalam-se no Grand Hôtel La Plage , no Guarujá, onde se instalou em maio de 1932. Antes, em junho de 1931 tinha sido eleito imortal da Academia Brasileira de Letras, para a cadeira 38, mas não chegou a tomar posse.
Em 1932 ocorreu a revolução constitucionalista, em que o estado de São Paulo se levantou contra o governo revolucionário de Getúlio Vargas. Mas o conflito aconteceu e aviões atacaram o Campo de Marte, em São Paulo, no dia 23 de julho. Possivelmente, sobrevoaram o Guarujá, e a visão de aviões em combate pode ter causado uma angústia profunda em Santos Dumont que, nesse dia, aproveitando-se da ausência de seu sobrinho, suicidou-se, aos 59 anos de idade. Seu corpo está enterrado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. O médico Walther Haberfield removeu secretamente seu coração e o preservou em formol. Depois de manter segredo sobre isto durante doze anos, quis devolver o coração à família Dumont que não o aceitou. O médico então doou o coração de Santos Dumont ao governo brasileiro. Hoje o coração está exposto no museu da Força Aérea no Campo dos Afonsos.
Irmãos Wright:
Os Irmãos
Wright, Orville Wright (Dayton, 19 de
agosto de 1871 — Dayton, 30 de
janeiro de 1948) e Wilbur Wright (Millville, 16 de
abril de 1867 — Dayton, 30 de
maio de 1912).O voo do Flyer 1
é reconhecido nos Estados Unidos e pela Fédération Aéronautique
Internationale como o primeiro de um aparelho voador controlado,
"mais pesado que o ar".
Apesar do reconhecimento, há polêmicas quanto a ser
o voo do Flyer 1, o primeiro controlado, mas diferente de outros engenhos
anteriores ao Flyer 1, que também foram controlados, não houve auxilio mecânico
na decolagem. A aeronave não se elevou ao ar por meios próprios, isto é, com
auxílio de equipamento de lançamento como rampa e trilho.1 O mesmo voo foi
efetuado em condições de limitação do percurso, com a distância de voo só
alcançada em conformidade com a potência de lançamento da máquina auxiliar. O
voo ocorreu com a presença de testemunhas , como o presidente do banco da
cidade e alguns funcionarios públicos, caracterizando portanto um evento com
credibilidade pública, quase semelhante ao voo do 14-Bis de Santos
Dumont, em que especialistas, jornalistas e milhares de
pessoas presenciaram o fato.
Um aparelho voador mais pesado que o ar foi
inventado pelo francês Clément Ader em 1890. No
entanto, não permitia controlar a direcção do voo.
Era uma época em que vários inventores de diversos
países estavam tentando criar a primeira aeronave mais pesada do que o ar capaz
de voar com sucesso. Os Irmãos Wright não queriam derramar informações ao seu
principal rival Samuel Pierpont Langley, o então
secretário do Instituto Smithsonian.
Eles cresceram em Dayton, Ohio, onde abriram em
1882 uma companhia de manutenção, design e fabricação de bicicletas (a Wright Cycle Company), operando a
companhia até 1909.
AVIÃO DE PAPEL
O Avião de papel foi inventado em 1865 por um engenheiro romeno naturalizado inglês
chamado Aero Smith (essa é a
real inspiração para o nome da banda Aerosmith).
Seu conceito aerodinâmico foi inspirado no vôo majestoso das aves de rapina - águia, falcão, passaralho
e afins - e foi tão engenhosamente concebido pela mente brilhante do engenheiro
Aero Smith que, mesmo depois de 1 século e
meio não sofreu quase nenhuma alteração em seu ''layout'' básico.
O
jovem Aero Smith era um brilhante estudante da universidade de Liverpool,
que sonhava em fazer história com alguma invenção que ainda não houvesse sido
patenteada por seus colegas mais brilhantes e/ou com mais senso de
oportunidade. Baseando-se em observações científicas feitas na natureza, vendo
como as aves voavam, Aero Smith projetou seu invento, num processo árduo que
lhe rendeu duas semanas sem dormir debruçado sobre uma escrivaninha e um maço
de folhas A4. Ao fim de tão extenuante tarefa, no dia 1° de abril de 1865 os estudantes e professores da
universidade de Liverpool puderam testemunhar, estupefatos, o vôo majestoso do
primeiro avião de papel da história da humanidade, lançado pelo próprio Aero da
janela de seu dormitório no campus.
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